Página Inicial O livro de salmos 21 de Julho - Salmo 114
Set 06
Segunda
21 de Julho - Salmo 114

 


21 de julho
LEITURA DE HOJE:
SALMO 114


 


CONTEXTO
O salmo 114 é uma celebração do êxodo — a saída dos israelitas do Egito. A libertação do cativeiro egípcio seria anualmente celebrada, a partir de então, por ocasião da Páscoa (palavra que significa passagem) e este salmo, com uma construção simples e poética, deve ter sido usado costumeiramente no contexto dessa festividade.

ANÁLISE
O poeta começa relembrando o fato histórico: “Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó saiu do meio de um povo de língua estrangeira, Judá tornou-se o santuário de Deus, Israel o seu domínio” (1-2). Em outras palavras, o povo sentiu que Deus não permanecia estagnado aqui ou acolá, mas seguia ao lado dos seus servos. E seguia ao lado deles para conduzi-los e guardá-los: “O mar olhou e fugiu, o Jordão retrocedeu; os montes saltaram como carneiros, as colinas como cordeiros” (3-4). E mais: “fez da rocha um açude, do rochedo uma fonte” (8). Por que o mar fugiria, como ocorreu na travessia do Mar Vermelho, ou o Jordão retrocederia, como se deu na posse da terra prometida? Por que a rocha se tornaria uma fonte? Porque a terra estremece diante da presença de Deus. Isto é: Ele é o Soberano (7). Não há maior segurança do que essa: a de ser conduzido e guardado por aquele que faz a terra tremer e governa todo o universo.

PARALELO
A presença e a companhia permanentes do Senhor Jesus com seus discípulos é garantida no final do Evangelho de Mateus: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (28.20). E para que possamos atravessar mares e superar montes, o apóstolo Paulo afirma que somos conduzidos na vitória assegurada por Jesus Cristo: “Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento” (2 Coríntios 2.14).

REFLEXÃO
Não só vem para resgatar nossas vidas,
rompendo as cadeias

e abrindo as portas da prisão,

soltando os laços
e desatando os nós da opressão.

Vem também para ficar ao nosso lado
e conduzir-nos pela mão,
a cada passo presente conosco.
Não apenas sopra para atravessarmos o mar a seco,
mas — se as águas turbulentas permanecem ao redor —
vem para fazer-nos caminhar sobre as ondas.

DESTAQUE
“Estremeça na presença do Soberano, ó terra,
na presença do Deus de Jacó!”
(Salmo 114.7)

 
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