OS 365 TEXTOS MAIS IMPORTANTES DA BÍBLIA

16 de janeiro

A FÉ DE ABRAÃO

Gênesis 22.1-19

Temos aqui um dos textos mais conhecidos das Escrituras — e, ao mesmo tempo, muito significativo na sua relação com a mensagem do evangelho.

Podem ser feitas três comparações entre Isaque e Jesus: ambos subiram a um monte, foram conduzidos a um sacrifício e carregaram o próprio lenho a ser usado. No entanto, há uma diferença essencial: Isaque foi substituído por um cordeiro e Jesus não, porque ele era o próprio cordeiro a ser sacrificado.

Desconsiderando a analogia com o sacrifício redentor de Jesus Cristo, o texto em si mostra a fé de um homem na dependência total dos propósitos divinos e na confiança da graça de Deus.


17 de janeiro

UMA ESPOSA PARA ISAQUE (1)

Gênesis 24.1-27

A escolha de Rebeca como esposa de Isaque ficou sob a responsabilidade de Eliezer, o fiel servo de Abraão — já mencionado em Gênesis 15.2. Embora o nome de Eliezer de Damasco não apareça em Gênesis 24, a referência ao “servo mais velho de sua casa, que era responsável por tudo quanto tinha” indica tratar-se da mesma pessoa.

Ao enviar o servo para a Mesopotâmia, de onde era natural (pois nascera em Ur, cidade caldeia), Abraão demonstrou o desejo de que o filho se casasse com alguém da sua família, e não com uma cananeia.

Eliezer é o exemplo de servo fiel a quem o senhor atribui grandes responsabilidades. Poderá o nosso Deus, a quem servimos, contar conosco da mesma maneira?


18 de janeiro

UMA ESPOSA PARA ISAQUE (2)

Gênesis 24.28-49

A maneira como o servo de Abraão demonstra dependência de Deus, no cumprimento das responsabilidades que lhe foram atribuídos, é uma clara exortação a que tenhamos e cultivemos o mesmo sentimento de confiança.

Por outro lado, a dependência e a confiança de Eliezer foram recompensadas pelo Senhor: “Antes de terminar de orar em meu coração, surgiu Rebeca com o cântaro no ombro”.

Só há vantagens em permanecer dependente e confiante na relação com Deus.


19 de janeiro

UMA ESPOSA PARA ISAQUE (3)

Gênesis 24.50-67

Rebeca segue ao encontro de Isaque, o filho de Abraão, com quem se une para dar prosseguimento à descendência prometida pelo Senhor.

Os planos de Deus se realizam de acordo com o tempo estabelecido pelo calendário divino e sua sábia condução. Não precisamos apressá-los, pois a vontade do Senhor, como escreve Paulo Apóstolo, é sempre boa, perfeita e agradável (Romanos 12.2).

Não há nada melhor do que deixar que a nossa vida seja guiada pelas mãos daquele que é o autor da .


20 de janeiro

ESAÚ E JACÓ

Gênesis 25.19-34

O perfil dos dois irmãos gêmeos é apresentado claramente. Há diferenças óbvias de temperamento e visão de mundo. E essas diferenças acabam se aprofundando e abrindo lacunas irreconciliáveis.

A narrativa da venda da primogenitura é o grande primeiro desgaste no relacionamento entre ambos. Depois da fome saciada, Esaú — o mais impulsivo — repensa sua escolha (preferindo o prato de lentilhas em troca da primogenitura) e a maneira como Jacó — o mais sagaz e ardiloso — soube tirar proveito da sua impetuosidade.

Quantas primogenituras já temos trocado, em função da nossa precipitação ou para obter algum prazer momentâneo, por efêmeros e transitórios pratos de lentilhas?


21 de janeiro

A BÊNÇÃO ROUBADA

Gênesis 27.1-29

A separação entre os irmãos Esaú e Jacó se consolida com o episódio da bênção paterna — que estava reserva a um e acabou sendo dada a outro.

Por direito, a bênção pertencia a Esaú, o primeiro a nascer e, portanto, o primogênito da família. Porém, Jacó fora escolhido por Deus para dar prosseguimento aos herdeiros de Abraão. O propósito divino se realizaria em sua vida, obtendo a bênção paterna ou não.

Mas Jacó demonstra como preferimos fazer as coisas do nosso jeito. E quantos problemas causamos a nós mesmos e — pior ainda — aos outros ao redor por causa disso.


22 de janeiro

A IRA DE ESAÚ

Gênesis 27.30-41

Esaú promete vingança. O relacionamento dos irmãos está rompido. Muito em função da desastrosa participação de Jacó ao roubar a bênção paterna.

Mas o desafeto entre os irmãos foi provocado por outros motivos também. Entre eles, a prejudicial postura dos pais ao manifestarem preferência por um dos filhos (Isaque amava mais a Esaú e Rebeca mais a Jacó), uma certa indiferença de Isaque em relação aos claros sinais de desavença familiar e a maneira como a mãe conduziu a situação para dar mais vantagem a Jacó em vez de buscar a harmonia no convívio dos filhos.

Pais e mães têm grande responsabilidade na administração do relacionamento dentro do lar. Se eles não tomarem a dianteira na manutenção da paz familiar, quem fará?

8 de janeiro

A TORRE DE BABEL

Gênesis 11.1-9

A torre de Babel representa a tentativa inútil da humanidade de estabelecer, por seus próprios esforços, uma maneira de chegar a Deus. Tal qual fizeram Adão e Eva quando, no intuito de ocultar a vergonha da sua nudez, costuraram para si mesmos folhas de figueira.

Encerra-se aqui o ciclo das narrativas de queda: desde a ruptura da relação com Deus, no Jardim do Éden, até a frustrada construção do próprio caminho para recuperar o que perdera, temos o retrato da real condição humana após o pecado.


9 de janeiro

A CHAMADA DE ABRAÃO

Gênesis 12.1-9

A partir do capítulo 12 de Gênesis, começa a história do povo de Israel. Abraão foi escolhido por Deus para dar origem aos hebreus — cuja descendência traria o Messias para redimir o mundo: “por meio de você, todos os povos da terra serão abençoados”.

Em obediência à chamada divina, Abraão sai da sua terra e passa a percorrer os caminhos apontados pelo Senhor. Os verbos partir e chegar, indicando as peregrinações de Abraão, serão os mais usados para descrever uma vida totalmente entregue aos cuidados das mãos de Deus.


10 de janeiro

ABRAÃO E MELQUISEDEQUE

14.17-24

Melquisedeque que, segundo a observação do autor da Carta aos Hebreus, “pertencia a outra tribo da qual ninguém jamais havia servido diante do altar” (7.13), apresenta-se diante de Abraão como “sacerdote de Deus” — sem qualquer tipo de linhagem sacerdotal humana.

O pão e o vinho trazidos por ele para uma refeição conjunta, a bênção dada a Abraão e o dízimo consagrado demonstram que Melquisedeque representava o próprio Deus. E mais: o próprio Filho de Deus que viria para a redenção do mundo. Nas palavras do Salmo 110.4, repetidas ainda em Hebreus, Jesus Cristo veio como sacerdote eterno.


11 de janeiro

A PROMESSA DE DEUS A ABRAÃO

Gênesis 15.1-21

Após a obediência ao chamado desafiador, Abraão recebeu do Senhor a garantia de que sua descendência viria através de um filho, a ser gerado apesar da idade avançada, e de que esses descendentes teriam a própria terra para habitar.

A caminhada de Abraão prosseguia firmada na absoluta dependência de Deus e na plena confiança de que os propósitos divinos se cumpririam.

Somos chamados também a seguir em nossa jornada com esses dois sentimentos essenciais: dependência e confiança. Qualquer jornada fica mais tranquila quando dependemos de Deus e confiamos em sua Palavra.


12 de janeiro

ISMAEL, O FILHO DE HAGAR

Gênesis 16.1-16

Como resultado da precipitação de Sara, a escrava Hagar ficou grávida de Ismael e, por isso mesmo, sua presença passou a incomodar a mulher de Abraão.

Os descendentes de Ismael e Isaque, ou árabes e judeus, ainda hoje prosseguem em caminhos paralelos, muitas vezes marcados pela inimizade recíproca.

Criamos situações difíceis, e talvez até irreversíveis, quando queremos resolver certas questões à nossa maneira, sem dar a devida atenção aos propósitos divinos.


13 de janeiro

O SINAL DA ALIANÇA DE DEUS COM ABRAÃO

Gênesis 17.1-27

Abraão era Abrão. O nome foi mudado devido à confirmação da aliança divina com o estabelecimento da circuncisão. Abraão significa “pai de muitas nações”, e todos os seus descendentes — para que fossem reconhecidos como pertencente ao povo de Deus — seriam circuncidados.

Na antiga aliança, a circuncisão identificava, externamente, aqueles que pertenciam a Israel. Na nova aliança, em que somos redimidos por Jesus Cristo, o sinal é interno: a circuncisão ocorre no coração. Só corações contritos e arrependidos são encaminhados à comunhão com o Senhor.


14 de janeiro

O VERDADEIRO FILHO DA PROMESSA

Gênesis 18.1-15

A confusão criada em torno de Hagar e Ismael propiciou a renovação da promessa de Deus a Abraão, enfatizando que o filho da promessa nasceria de Sara.

O riso de Sara demonstrou falta de confiança na providência divina. Avançada em idade, a mulher de Abraão não acreditava numa possível gravidez. Poderia mesmo dar à luz, mesmo sendo idosa?

Desprezamos o que é antigo, fraco ou pequeno — mas é, justamente, das coisas desprezíveis que Deus faz surgir grandes empreendimentos para o seu Reino. Do grão de mostarda brota a árvore que abriga pássaros em seus galhos.


15 de janeiro

A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA

Gênesis 19.1-29

Deus é amor e misericórdia.

Mas também é santidade e justiça.

Sodoma e Gomorra representam a degradação e a deterioração de uma sociedade longe do conjunto de princípios ou valores que outorgam dignidade ao ser humano.

As consequências são inevitáveis. Não que uma sociedade assim acabe por ser destruída, mas pelo fato de se deixar destruir por suas próprias escolhas e decisões.

1 de janeiro

A PRIMEIRA NARRATIVA DA CRIAÇÃO

Gênesis 1.1—2.3

 

            Os capítulos 1 e 2 de Gênesis registram duas narrativas distintas da criação.

A primeira — denominada como eloísta (por utilizar o nome hebraico Elohim para se referir a Deus) — possui traços mais didáticos que a narrativa seguinte, enfatizando a soberania divina sobre os astros ao criá-los (uma vez que, nas culturas pagãs, os astros são vistos como deuses) e, com o objetivo de sublinhar a lei mosaica da guarda do sábado, encerra com a menção explícita do descanso no sétimo dia. Devido a esse cuidado ritualista, a primeira narrativa é também chamada de sacerdotal.


2 de janeiro

A SEGUNDA NARRATIVA DA CRIAÇÃO

Gênesis 2.4-25

            A segunda narrativa da criação é denominada como javista (por utilizar o nome hebraico Yahweh, ou Javé, para se referir a Deus). Trata-se de uma narrativa mais detalhada que a primeira, destacando — com pormenores omitidos na narrativa anterior — a criação do homem e da mulher.

            Também fica evidente neste registro que a criação divina era boa e perfeita, como ilustra a figura do Jardim em que habitava o primeiro casal. Tal perfeição será quebrada pela queda, conforme o texto javista demonstra a seguir.


3 de janeiro

A QUEDA E A EXPULSÃO DO PARAÍSO

Gênesis 3.1-24

            O mundo perfeito que Deus criara, e no qual instalara o ser humano (representado na narrativa pelo casal Adão e Eva), foi corrompido pela queda.

Levado a desejar o domínio sobre a trajetória da sua vida a partir das próprias escolhas e, consequentemente, separado da realização plena que só poderia encontrar na comunhão com o Criador, o ser humano perdeu a condição original. Agora precisa lidar com as decorrências naturais dessa inevitável tendência para o mal dos seus pensamentos, sentimentos e atos.


4 de janeiro

A TRÁGICA HISTÓRIA DE CAIM E ABEL

Gênesis 4.1-16

            Após o rompimento da comunhão com Deus, o ser humano também perde a capacidade de manter comunhão perfeita com os seus semelhantes.

            O convívio entre aqueles que fazem parte da mesma família, de um grupo social ou em qualquer outro ambiente de relacionamento, traz as marcas permanentes do egoísmo, do ciúme, da inveja e da violência. Relacionar-se com o outro, a partir de uma conduta ética que estabeleça margens para as águas irrefreáveis do nosso desajuste interior, tornou-se um desafio constante.


5 de janeiro

A HUMANIDADE PERDIDA E O ANÚNCIO DO DILÚVIO

Gênesis 6.9—7.5

            Podemos dizer que esta é também um tipo de narrativa de queda. Na primeira, o ser humano rompe seu relacionamento com Deus. Na segunda, a relação com o outro passa a ser caracterizada por inevitáveis confrontos e conflitos. E agora, na narrativa do dilúvio, destaca-se a sociedade em corrupção e desarmonia como um todo.

A arca construída por Noé simboliza a salvação providenciada por Deus aos que se confiam nas promessas da sua graça e se refugiam na redenção divina.


 

6 de janeiro

OS QUARENTA DIAS DO DILÚVIO

Gênesis 7.6-24

Noé e seus filhos entraram na arca e foram salvos da destruição provocada pelos quarenta dias de intensas e ininterruptas chuvas.

Os dias passados no interior da arca não devem ter sido fáceis. A família de Noé dependia totalmente do cuidado divino. Foi necessário que confiassem, dia após dia, e durante todo aquele longo período, na condução dada por Deus à arca e às suas próprias vidas.

Mas em que outro lugar estaríamos mais seguros, mesmo em meio às grandes tempestades, senão nas poderosas mãos do Senhor?


7 de janeiro

A NOVA TERRA

Gênesis 8.1-22

Somente quando a pomba, que Noé soltara da arca após o final das chuvas, não retornou por ter achado terra seca para pousar, tiveram todos a certeza de que já podiam desembarcar.

Era o início de um novo período na história da humanidade. Uma nova oportunidade fora concedida — que, aliás, logo se frustraria com outro episódio de queda: a rebeldia de Cam ao zombar da nudez do pai junto aos irmãos (conforme será narrado em Gênesis 9.22-24).

A verdadeira redenção e a arca definitiva ainda estavam por vir na pessoa e na obra de Cristo.

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